quarta-feira, 23 de maio de 2012
Seminário discute enfrentamento à exploração sexual no Estado
A
Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes do
Estado de Pernambuco realiza nesta quinta-feira (24 de maio) no auditório do
Bloco G2, da Universidade Católica de Pernambuco, o seminário
Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: por que avançamos
tão lentamente?.
O
seminário encerra a programação de atividades da rede de Combate neste mês de
maio por ocasião da Campanha do 18 de maio, que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso
e Exploração Sexual infanto-juvenil. O evento contará com a
participação de representantes de organizações governamentais e não
governamentais, que estarão discutindo as questões relacionadas a situação da
exploração sexual no Estado de Pernambuco.
Em 2012, a Campanha em Pernambuco tem como
tema a responsabilização
dos órgãos públicos e da sociedade no enfrentamento da exploração sexual de
crianças e adolescentes, considerando a necessidade de chamar atenção
para as responsabilidades dos poderes públicos e da sociedade civil no
enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes, particularmente
no Estado de Pernambuco. O slogan é Assuma o seu papel: mais responsabilização
diante desse crime.
Confira
a programação do Seminário:
Tema “ENFRENTAMENTO À
EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES, POR QUE AVANÇAMOS TÃO LENTAMENTE?”
8h – Café da manhã e Credenciamento
8h30 – Mesa de Abertura
9h - 1° Painel: SUAS – Desafios e possibilidades da Política
de Enfrentamento a ESCCA.
9h55 – Debate
10h30 - 2°
Painel: O sistema de segurança e justiça e a criminalização das vitimas de
ESCCA
11h45 – Debate
12h30 - Almoço
14h - 3° Painel: Caminhos e entraves do enfrentamento à ESCCA
em tempos de grandes obras e mega eventos
15h35 – Debate
16h30 – Lanche
17h –
Encerramento.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Caravana contra trabalho infantil será lançada nesta quinta na Assembleia Legislativa
Em evento na
Assembleia Legislativa, nesta quinta (24), às 9h, o Fórum Estadual para Prevenção
e Erradicação do Trabalho Infantil de Pernambuco (Fepetipe) lança a etapa Pernambuco da Caranava do Nordeste contra o Trabalho Infantil. Com diversas ações e estratégias, a
Caravana é uma mobilização para chamar a atenção da sociedade para a
necessidade de enfrentamento do problema. Em Pernambuco, das 835.520
crianças, 56.878 encontram-se em situação vulnerável, segundo o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística.
Desde abril, a
Caravana está acontecendo em toda a região, sendo uma iniciativa do Fórum
Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), com o apoio
da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Brasil e Fundação Telefônica.
Lançamento
A programação
em Pernambuco começa no dia 24 de maio, a partir das 9h, com o lançamento da
Caravana, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Na
oportunidade, será reforçada a importância para o cumprimento das metas
estabelecidas pelo Plano para Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e
Proteção do Adolescente Trabalhador de Pernambuco, aprovado no ano passado,
pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-PE). Na
ocasião também, em parceria com os Correios, será lançado selo comemorativo à
iniciativa.
Atividade
no interior
Dentro do
calendário da Caravana, a programação em Pernambuco contará com Seminários
Regionais nos dias 28 de maio, no Município de Salgueiro (Sertão), 29 de maio,
no Município de Garanhuns (Agreste) e 30 de maio, no Município de Goiana
(Mata/Litoral). Neles, serão reunidos representantes dos governos Municipais,
da Sociedade Civil, operadores de direitos da criança e do adolescente de todo
o estado. Paralelamente aos seminários, serão realizadas atividades educativas
com crianças e adolescentes de programas sociais.
Culminância
A Caravana em
Pernambuco será finalizada com audiência com o Governo do Estado, no dia 31 de
maio. No encontro, o Fepetipe apresentará os resultados colhidos durante a
Caravana e solicitará o compromisso do Governo para o cumprimento das ações do
Plano Estadual para Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente
Trabalhador.
PROGRAMAÇÃO DA CARAVANA EM PERNAMBUCO
24 DE MAIO - RECIFE
9h - Audiência Pública para o lançamento da Etapa Pernambuco da Caravana do Nordeste contra o Trabalho Infantil
Local: Asssembleia Legislativa de Pernambuco - Auditório do Anexo 1 - 6º andar - Recife/PE
28 DE MAIO - SALGUEIRO
8h às 13h - Seminário e Atividades Educativas
Local: Instituto Federal de Pernambuco
Endereço: BR-232 - km 508 - Zona Rural - Salgueiro-PE
29 DE MAIO - GARANHUNS
8h às 13h - Seminário e Atividades Educativas
Local: Autarquia de Ensino de Garanhuns - AESGA
Endereço: Av Caruaru, 508 - Bairro São José - Garanhuns-PE.
30 DE MAIO - GOIANA
8h às 13h - Seminário e Atividades Educativas
Local: Cine Polyteama
Endereço: Av Marechal Deodoro da Fonseca, s/n - Centro - Goiana-PE
31 DE MAIO - RECIFE
Audiência com o Governo do Estado de Pernambuco
9h - Audiência Pública para o lançamento da Etapa Pernambuco da Caravana do Nordeste contra o Trabalho Infantil
Local: Asssembleia Legislativa de Pernambuco - Auditório do Anexo 1 - 6º andar - Recife/PE
28 DE MAIO - SALGUEIRO
8h às 13h - Seminário e Atividades Educativas
Local: Instituto Federal de Pernambuco
Endereço: BR-232 - km 508 - Zona Rural - Salgueiro-PE
29 DE MAIO - GARANHUNS
8h às 13h - Seminário e Atividades Educativas
Local: Autarquia de Ensino de Garanhuns - AESGA
Endereço: Av Caruaru, 508 - Bairro São José - Garanhuns-PE.
30 DE MAIO - GOIANA
8h às 13h - Seminário e Atividades Educativas
Local: Cine Polyteama
Endereço: Av Marechal Deodoro da Fonseca, s/n - Centro - Goiana-PE
31 DE MAIO - RECIFE
Audiência com o Governo do Estado de Pernambuco
SOS CORPO debate RIO+20, justiça socioambiental e exploração do trabalho das mulheres
Qual a situação do trabalho
das mulheres em um contexto de crise do capitalismo? Como a RIO+20 atinge a
vida das pessoas? Como combater a super exploração do trabalho e da natureza?
Para discutir e aprofundar questões como essas, o O SOS Corpo – Instituto Feminista
para a Democracia realizará, como atividade do centro cultural feminista neste
mês de maio, debate sobre a RIO+20. Será na próxima quinta-feira, dia 24
de maio, a partir das 18h30, no bairro da Madalena, Recife/PE.
Para fazer provocações e
lançar perspectivas sobre o tema “Rio+20 – Isso nos atinge!”, são convidadas:
Analba Brazão, da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB); Rosane Silvia, da
Secretaria Nacional das Mulheres Trabalhadoras da CUT – Central Única dos
Trabalhadores/as; Mércia Alves, do Centro Dom Hélder Câmara de Estudos e Ação
Social (Cendhec) e do Fórum Regional de Reforma Urbana (FERU); e Ana Dubeaux,
do Fórum de Economia Solidária. O debate é aberto a participação de todas e
todos.
A Rio+20 Conferência das
Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável acontece de 13 a 22 de junho
deste ano. Mais uma vez, e 20 anos após a Eco 92, os chefes de Estado do mundo
todo irão se reunir na Cúpula de Presidentes para traçar os rumos do
desenvolvimento e seus impactos no meio ambiente. A iniciativa deveria analisar
o cumprimento dos acordos entre os países firmados na Eco 92 e nas Conferências
específicas que a sucederam. Porém, este encontro internacional está se
configurando como um espaço para os governos discutirem a 'economia verde', ou
seja, o grande foco é tentar salvar o capitalismo da crise atual a partir da
apropriação total da natureza, transformando tudo em mercadoria - terra, água,
sementes, ar, florestas.
Para fazer frente a esta
lógica e reforçar a luta contra o capitalismo, o machismo, o racismo e a
homofobia, instituições e movimentos sociais estão organizando a Cúpula dos
Povos, em defesa do planeta e de seus recursos naturais. O encontro irá ocorrer
de 15 a 23 de junho, paralelamente a Rio+20, e será um espaço de expressão da
crítica à falsa alternativa do capitalismo verde, esta nova forma de super
exploração do trabalho e da natureza. Várias estratégias e ações estão sendo
planejadas, como caminhadas, acampamentos, protestos, atos públicos, além de
debates e atividades auto-gestionadas. Na programação, haverá momentos próprios
para reflexão e ação feminista, que serão promovidos por movimentos de
mulheres. A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), po exemplo, vem
realizando, desde o início do ano, uma grande mobilização nacional, com debates
em todos os fóruns estaduais para organizar e mobilizar as mulheres militantes
para a Cúpula dos Povos.
Ao promover a discussão
sobre exploração e meio ambiente associada à divisão internacional do trabalho,
mundialização do capital, crítica ao produtivismo, o debate do mês de maio do
centro cultural feminista do SOS CORPO é um momento importante da ação
feminista por ocasião da Rio+20. Também se configura como um espaço de
preparação e articulação para a Cúpula dos Povos, ressaltando a luta do
movimento de mulheres por direitos no campo do trabalho e por justiça
socioambiental.
SERVIÇO:
Centro Cultural Feminista do
SOS Corpo debate: “Rio+20 – Isso nos atinge!”
Data: Quinta-feira, dia 24
de maio de 2012
Hora: 18h30
Local: Centro Cultural
Feminista do SOS Corpo (Rua Real da Torre, 593, Madalena – Recife/PE)
Plataforma pelo Direito à Cidade para a Cúpula dos Povos
Por territórios
justos, democráticos e sustentáveis
O direito à
cidade reforma urbana e reforma
agrária como mudança de paradigma
Chamada para convergência na Rio+20
Nós, organizações e redes internacionais de
habitantes pela reforma urbana e pelos direitos
ao hábitat, , participaremos da Cúpula dos Povos, contra a mercantilização da
vida e da natureza, em defesa dos bens comuns, que se realizará no Rio de
Janeiro, Brasil, do dia 15 a 23 de junho de 2012, perante a Conferência das
Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
Fazemos este chamado para que este espaço seja um marco no processo de
consolidação do diálogo e das alianças na definição de uma plataforma e um
programa de ação comum entre os movimentos de habitantes do campo e da cidade,
e de todas as organizações que lutam por territórios justos, democráticos e
sustentáveis.
Construamos este diálogo para dar-lhe prosseguimento em novos espaços,
tais como o Fórum Urbano Mundial 6, Fórum
Social Urbano 2 (Nápoles, setembro 2012)
e Fórum Social Mundial – Assembleia Mundial dos Habitantes (Tunísia,
março ou abril 2013).
As cidades e o direito de resistir
ao modelo neoliberal que provocou a crise
Começamos o novo milênio com a metade
da população vivendo em cidades, e a taxa de urbanização continuará crescendo.
As cidades são territórios potenciais de grande riqueza e diversidade
económica, ambiental, política e cultural. Contudo, o modelo neoliberal,
implementado praticamente em todo o mundo, concentra renda e poder nas mãos das
elites; os processos de urbanização acelerada contribuem para a depredação do
meio ambiente e a privatização do espaço público, causando empobrecimento,
exclusão e segregação social e espacial. Este é o modelo que levou à crise
financeira global que está acirrando os problemas relativos à moradia, no campo
e na cidade.
A grande maioria dos habitantes das
cidades sofre os ataques deste modelo e suas repetidas crises, estando privada
ou limitada na satisfação de suas necessidades básicas e, portanto, tem direito
e a legitimidade de resistir às violações em seus direitos económicos, sociais,
culturais e ambientais.
Desde a primeira Cúpula da Terra no
Rio de Janeiro (ECO 92), movimentos populares, organizações sociais,
associações profissionais, fóruns e redes nacionais e internacionais da
sociedade civil assumiram o desafio de construir um modelo de sociedade e de
vida urbana sustentável, baseado nos princípios de solidariedade, liberdade,
igualdade, dignidade e justiça social.
A Carta Mundial pelo Direito à
Cidade: plataforma comum para exigirmos nossos direitos e defender os bens
comuns
Um resultado desta mobilização
internacional dos setores da sociedade civil a partir do Fórum Social Mundial
em Porto Alegre em 2001 foi a elaboração e difusão da Carta Mundial pelo
Direito à Cidade, que propõe uma plataforma por cidades justas, democráticas,
mais humanas e sustentáveis.
Sabendo que a construção de uma
cidade justa e igualitária é inseparável das lutas pelo pleno usufruto social, equitativo e sustentável dos
bens comuns, como a agua, a flora e a fauna, pela democratização do acesso à
terra urbana e rural, pela reforma urbana y reforma agraria, pela
democratização da gestão do território, pela soberania alimentar dos povos,
pelas práticas agrícolas ambientalmente sustentáveis, pela garantia dos modos e
meios de vidas dos agricultores e agricultoras familiares e das populações
tradicionais e indígenas em todo o mundo, agora em 2012, frente aos governos,
ao G20 e às instituições financeiras internacionais, com nossas lutas e nossas
capacidades, voltamos a exigir as condições necessárias, em particular as
políticas públicas, para a vida em harmonia, paz e felicidade em territórios
justos e sustentáveis.
A partir da declaração do Rio aprovada pelo Fórum Urbano Mundial da ONU-Habitat
em 2010, “o Direito à Cidade é compreendido como um direito coletivo das
gerações presentes e futuras para uma cidade sustentável sem discriminação de
sexo, idade, raça, estado de saúde, renda, nacionalidade, origem étnica,
migração, orientação política, violência sexual e religiosa, assim como a
preservar usa identidade e memoria cultural”, é hora de os Estados e a
sociedade civil, juntos, apresentarmos obrigações e responsabilidades para com novos
pactos sociais e territoriais fundamentados em paradigmas alternativos ao
neoliberal, assumindo os seguintes compromissos:
1. O exercício
pleno da cidadania. Uma cidade
em que todas as pessoas (crianças, jovens, adultos, idosos, mulheres e homens,
que vivem de forma permanentemente transitória nas cidades) realizam e
desfrutam de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, mediante a
construção de condições de bem-estar coletivo com dignidade, equidade e justiça
social. Para este fim e para garantir o
direito à cidade os seus habitantes, atores
sociais e instituições devem poder exercer sua autonomia para resistir à
agressividade da globalização neoliberal, sem sofrer a criminalizações de suas
expressões cívicas.
2. A função
social da cidade, da terra e da propriedade. Uma cidade onde seus habitantes participam para que a distribuição do território
e a regulação de seu uso garantam o usufruto equitativo dos bens, serviços e
oportunidades que a cidade oferece. Uma cidade em que se priorize o interesse
público definido coletivamente, garantindo um uso socialmente justo e
ambientalmente equilibrado do território. Portanto, devem-se gerar e
implementar políticas públicas e instrumentos específicos para frear a
especulação, a segregação urbana, a exclusão, os despejos e deslocamentos, e a
concentração da terra urbana e rural.
3. A gestão
democrática da cidade. Uma cidade
onde seus habitantes participem de todos os espaços de decisão – até o mais
alto nível - para a formulação e implementação das políticas públicas, assim
como no planejamento, orçamento público e o controle dos processos urbanos. Trata-se
de fortalecer os espaços institucionalizados de tomada de decisão e não apenas como os espaços consultivos – com participação na gestão, monitoramento e
avaliação das políticas públicas.
4. A
produção democrática da cidade e na cidade. Uma cidade onde se resgata e se fortalece a capacidade produtiva de
seus habitantes, em especial dos setores populares, fomentando e apoiando a
produção social do habitat e o desenvolvimento das atividades económicas
solidárias, incluindo a agricultura urbana para fortalecer a soberania
alimentar. O direito a produzir a cidade e a um habitat produtivo, incluindo o
direito à energia, que gerem renda para
todas e todos, que fortaleça a economia popular e não só as ganâncias quase
monopólicas de uns poucos. Uma cidade aberta e alerta às necessidades dos
grupos vulneráveis, das pessoas em situação de pobreza e de risco ambiental
(ameaçadas e/ou vítimas de desastres ambientais gerados pelo ser humano), das
pessoas ameaçadas e/ou vítimas de violência, das pessoas com deficiências , dos
imigrantes e refigiados, e de todos os setores que estão marginalizados ou em
desvantagem com respeito aos demais habitantes.
5. O manejo
sustentável e a responsabilidade sobre os bens comuns naturais, patrimoniais e
energéticos da cidade e seu entorno. Uma cidade
onde seus habitantes e autoridades implementam políticas públicas para uma
relação responsável dos bens comuns como a água e o meio ambiente – sem
privatização -, para assegurar a vida digna das pessoas, das comunidades e
povos, em igualdade de condições e sem afetar as áreas naturais de reserva
ecológica; para a presente e para as futuras gerações.
6. O usufruto democrático e equitativo da cidade. Uma cidade que reconhece o direito ao acesso à igualdade e às oportunidades, favorecendo uma convivência
social, promovendo a equidade de gênero, respeitando todas as pessoas,
independentemente de sua etnia, idade, capacidades, orientação sexual e
religião. Uma cidade que facilita a mobilidade de todos os seus habitantes, com
tecnologia sustentável não poluidora e incentivos ao transporte público e a
meios alternativos – como a bicicleta – para todas e todos. Uma cidade que
inclui, na formação escolar, universitária e dos funcionários públicos
responsáveis pelas políticas locais, o direito à cidade sustentável e o direito
à comunicação horizontal e à informação.
Abril 2012
Subscrevem: Alianza
Internacional de los Habitantes, AIH,Foro Nacional de Reforma Urbana, FNRU,
Brasil
Habitat International
Coalition, HIC
…
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Caminhada pelo fim da violência sexual contra crianças e adolescentes
Nesta
sexta-feira (dia 18 de maio), com concentração a partir das 14h30, no Parque 13
de maio, será realizada a grande Caminhada Pelo Fim da Violência Sexual,
promovida pela Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e
Adolescentes do Estado de Pernambuco, dentro das ações da Campanha do 18 de
maio, que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual
infanto-juvenil.
O
percurso da Caminhada vai passar pelas ruas Princesa Isabel e do Sol, avenidas
Guararapes e Dantas Barreto, encerrando no Pátio do Carmo. Durante a caminhada,
serão distribuídos panfletos informativos, chamando a atenção da população para
o problema da violência sexual contra crianças e adolescentes.
Em
2012, a Campanha em Pernambuco tem como tema a responsabilização dos órgãos
públicos e da sociedade no enfrentamento da exploração sexual de crianças e
adolescentes, considerando a necessidade de chamar atenção para as
responsabilidades dos poderes públicos e da sociedade civil no enfrentamento à
exploração sexual de crianças e adolescentes, particularmente no Estado de
Pernambuco. O slogan é “Assuma o seu papel: mais responsabilização diante
desse crime”.
A
campanha contará também com o seminário “Enfrentamento à Exploração Sexual
de Crianças e Adolescentes, Por que avançamos tão lentamente?”. Além disso,
diversos municípios promoverão atividades relacionadas ao 18 de maio.
Este ano, considerando a
proximidade da Copa de 2014 e a intensificação dos preparativos para o mega
evento esportivo, a Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e
Adolescentes do Estado de Pernambuco em parceria com a Rede Ecpat Brasil e demais
instituições propõe o debate e o estímulo a reflexão sobre a Responsabilização
dos órgãos públicos e da sociedade civil para prevenção e enfrentamento da
exploração sexual de crianças e adolescentes.
Apesar do desenvolvimento
econômico do Estado e indiscutível a fragilidade das políticas sociais e em
especial das políticas de segurança e atendimento às vítimas de violência
sexual.
De 2007 a 2011, a
Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) registrou cerca de 1.748
casos de estupro de vulneráveis (crianças e adolescentes). Se for feita uma
média, representa cerca de 349 casos a cada ano entre 2007 e 2011 (quase
um caso por dia a cada ano, considerando só os notificados).
Já de acordo com o Disque 100, em 2011 tivemos cerca de 9.465 denúncias,
sendo 70% de Abuso Sexual, 28% de Exploração Sexual e 2% de Pornografia
Infantil.
A Campanha do 18 de maio quer chamar a atenção para:
- INEXISTÊNCIA DE UM DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DE EXPLORAÇÃO SEXUAL NO ESTADO DE PERNAMBUCO;
- BAIXÍSSIMA IMPLEMENTAÇÃO/EXECUÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES;
- RECURSOS INSUFICIENTES NO ORÇAMENTO PÚBLICO DO ESTADO PARA A PREVENÇÃO E O ENFRENTAMENTO;
- LENTIDÃO DO JUDICIÁRIO NOS CASOS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL ;
- POUCA TIPIFICAÇÃO DOS CASOS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL NAS DELEGACIAS;
- INEXISTÊNCIA DE UM BANCO DE DADOS SOBRE OS CASOS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES;
- CREAS POUCO OPERANTES EM RELAÇÃO AO ENFRENTAMENTO A EXPLORAÇÃO SEXUAL.
- POUCO ENVOLVIMENTO E COMPROMETIMENTO DA SOCIEDADE NA PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES;
- AUSÊNCIA DE UM RELATÓRIO/PARECER DE IMPÁCTO AMBIENTAL E SOCIAL REFRENTES AS GRANDES OBRAS E MEGA EVENTOS POR PARTE DO ESTADO E COM A PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL.
Serviço
· Grande Caminhada Pelo Fim da Violência Sexual
contra Crianças e Adolescentes
Dia:
Sexta-feira, 18 de maio
Horário:
Concentração a partir das 14h30
Local: Saída no
Parque 13 de maio, indo até o Pátio do Carmo.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Vídeo sobre a Casa Museu Dom Helder Camara
Sob o tema Museus em um Mundo em Transformação – novos
desafios, novas inspirações, o Centro de Documentação Helder Camara
–CeDoHC, realizou o “Vídeo visita à Casa Museu Dom Helder Camara", para
que todos possam visitá-la, mesmo distantes.
De 14 a 20 de maio, dentro da programação da 10ª Semana de Museus,
promovida pelo Ibram/MinC, o vídeo será título do blog Memorial Dom Helder
Camara (www.memorialheldercamara.blogspot.com.br).
Não deixem de conferir esse ótimo trabalho do CeDoHC.
Adesivagem divulga a campanha do 18 de maio
As organizações que integram a Rede de Combate ao Abuso e Exploração
Sexual de Crianças e Adolescentes estarão nesta quarta-feira (16), no horário
das 7h30 às 9h da manhã, realizando em diversos pontos do grande Recife, a
distribuição de adesivos da Campanha do 18 de maio, que marca o Dia Nacional
de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.
As ações de adesivagem da campanha estarão sendo realizadas
simultaneamente em Olinda, na PE-15 (sinal em frente ao Terminal de
Integração); e no Sinal da Rua do Sol (em frente os Correios e na outra mão, ao
lado do bar Aritana). No Recife, a distribuição de adesivos acontecerá na
Restauração (Cruzamento ao lado do Colégio Americano Batista); na Benfica
(Cruzamento da Av. Caxangá com a Av. Real da Torre, esquina com o Museu da
Abolição); e no Pina (Sinal próximo a Igrejinha).
Em 2012, a Campanha em Pernambuco tem como tema a responsabilização dos
órgãos públicos e da sociedade no enfrentamento da exploração sexual de
crianças e adolescentes, considerando a necessidade de chamar atenção para as
responsabilidades dos poderes públicos e da sociedade civil no enfrentamento à
exploração sexual de crianças e adolescentes, particularmente no Estado de
Pernambuco. O slogan é Assuma o seu papel: mais responsabilização diante
desse crime.
Durante todo o mês de maio, serão realizados em Pernambuco eventos e
ações, para chamar a atenção do governo e da sociedade para o enfrentamento da
desse tipo de violência contra crianças e adolescentes.
Além da adesivagem a campanha contará com a realização da Grande
Caminhada pelo Fim da Violência Sexual, na sexta-feira (18 de maio), e do
seminário Enfrentamento À Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: por
que Avançamos Tão Lentamente?, marcado para o dia 24 de maio, no auditório
do Bloco G2, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Além disso,
diversos municípios promoverão atividades relacionadas ao 18 de maio.
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