terça-feira, 22 de maio de 2012

Caravana contra trabalho infantil será lançada nesta quinta na Assembleia Legislativa



Em evento na Assembleia Legislativa, nesta quinta (24), às 9h, o Fórum Estadual para Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil de Pernambuco (Fepetipe) lança a etapa Pernambuco da Caranava do Nordeste contra o Trabalho Infantil. Com diversas ações e estratégias, a Caravana é uma mobilização para chamar a atenção da sociedade para a necessidade de enfrentamento do problema. Em Pernambuco, das 835.520 crianças, 56.878 encontram-se em situação vulnerável, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Desde abril, a Caravana está acontecendo em toda a região, sendo uma iniciativa do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Brasil e Fundação Telefônica.

Lançamento

A programação em Pernambuco começa no dia 24 de maio, a partir das 9h, com o lançamento da Caravana, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Na oportunidade, será reforçada a importância para o cumprimento das metas estabelecidas pelo Plano para Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente Trabalhador de Pernambuco, aprovado no ano passado, pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-PE). Na ocasião também, em parceria com os Correios, será lançado selo comemorativo à iniciativa.

Atividade no interior

Dentro do calendário da Caravana, a programação em Pernambuco contará com Seminários Regionais nos dias 28 de maio, no Município de Salgueiro (Sertão), 29 de maio, no Município de Garanhuns (Agreste) e 30 de maio, no Município de Goiana (Mata/Litoral). Neles, serão reunidos representantes dos governos Municipais, da Sociedade Civil, operadores de direitos da criança e do adolescente de todo o estado. Paralelamente aos seminários, serão realizadas atividades educativas com crianças e adolescentes de programas sociais.

Culminância

A Caravana em Pernambuco será finalizada com audiência com o Governo do Estado, no dia 31 de maio. No encontro, o Fepetipe apresentará os resultados colhidos durante a Caravana e solicitará o compromisso do Governo para o cumprimento das ações do Plano Estadual para Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente Trabalhador.

PROGRAMAÇÃO DA CARAVANA EM PERNAMBUCO

24 DE MAIO - RECIFE
9h - Audiência Pública para o lançamento da Etapa Pernambuco da Caravana do Nordeste contra o Trabalho Infantil
Local: Asssembleia Legislativa de Pernambuco - Auditório do Anexo 1 - 6º andar - Recife/PE

28 DE MAIO - SALGUEIRO
8h às 13h - Seminário  e Atividades Educativas
Local: Instituto Federal de Pernambuco
Endereço: BR-232 - km 508 - Zona Rural - Salgueiro-PE

29 DE MAIO - GARANHUNS
8h às 13h - Seminário e Atividades Educativas
Local:  Autarquia de Ensino de Garanhuns - AESGA
Endereço: Av Caruaru, 508 - Bairro São José - Garanhuns-PE.

30 DE MAIO - GOIANA
8h às 13h - Seminário e Atividades Educativas
Local: Cine Polyteama
Endereço: Av Marechal Deodoro da Fonseca, s/n - Centro - Goiana-PE

31 DE MAIO - RECIFE
Audiência com o Governo do Estado de Pernambuco
 

SOS CORPO debate RIO+20, justiça socioambiental e exploração do trabalho das mulheres


Qual a situação do trabalho das mulheres em um contexto de crise do capitalismo? Como a RIO+20 atinge a vida das pessoas? Como combater a super exploração do trabalho e da natureza? Para discutir e aprofundar questões como essas, o O SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia realizará, como atividade do centro cultural feminista neste mês de maio, debate sobre a RIO+20. Será na próxima quinta-feira, dia 24 de maio, a partir das 18h30, no bairro da Madalena, Recife/PE.

Para fazer provocações e lançar perspectivas sobre o tema “Rio+20 – Isso nos atinge!”, são convidadas: Analba Brazão, da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB); Rosane Silvia, da Secretaria Nacional das Mulheres Trabalhadoras da CUT – Central Única dos Trabalhadores/as; Mércia Alves, do Centro Dom Hélder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec) e do Fórum Regional de Reforma Urbana (FERU); e Ana Dubeaux, do Fórum de Economia Solidária. O debate é aberto a participação de todas e todos.

A Rio+20 Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável acontece de 13 a 22 de junho deste ano. Mais uma vez, e 20 anos após a Eco 92, os chefes de Estado do mundo todo irão se reunir na Cúpula de Presidentes para traçar os rumos do desenvolvimento e seus impactos no meio ambiente. A iniciativa deveria analisar o cumprimento dos acordos entre os países firmados na Eco 92 e nas Conferências específicas que a sucederam. Porém, este encontro internacional está se configurando como um espaço para os governos discutirem a 'economia verde', ou seja, o grande foco é tentar salvar o capitalismo da crise atual a partir da apropriação total da natureza, transformando tudo em mercadoria - terra, água, sementes, ar, florestas.

Para fazer frente a esta lógica e reforçar a luta contra o capitalismo, o machismo, o racismo e a homofobia, instituições e movimentos sociais estão organizando a Cúpula dos Povos, em defesa do planeta e de seus recursos naturais. O encontro irá ocorrer de 15 a 23 de junho, paralelamente a Rio+20, e será um espaço de expressão da crítica à falsa alternativa do capitalismo verde, esta nova forma de super exploração do trabalho e da natureza. Várias estratégias e ações estão sendo planejadas, como caminhadas, acampamentos, protestos, atos públicos, além de debates e atividades auto-gestionadas. Na programação, haverá momentos próprios para reflexão e ação feminista, que serão promovidos por movimentos de mulheres. A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), po exemplo, vem realizando, desde o início do ano, uma grande mobilização nacional, com debates em todos os fóruns estaduais para organizar e mobilizar as mulheres militantes para a Cúpula dos Povos.

Ao promover a discussão sobre exploração e meio ambiente associada à divisão internacional do trabalho, mundialização do capital, crítica ao produtivismo, o debate do mês de maio do centro cultural feminista do SOS CORPO é um momento importante da ação feminista por ocasião da Rio+20. Também se configura como um espaço de preparação e articulação para a Cúpula dos Povos, ressaltando a luta do movimento de mulheres por direitos no campo do trabalho e por justiça socioambiental.

SERVIÇO:
Centro Cultural Feminista do SOS Corpo debate: “Rio+20 – Isso nos atinge!”
Data: Quinta-feira, dia 24 de maio de 2012
Hora: 18h30
Local: Centro Cultural Feminista do SOS Corpo (Rua Real da Torre, 593, Madalena – Recife/PE)

Plataforma pelo Direito à Cidade para a Cúpula dos Povos


Por territórios justos, democráticos e sustentáveis
O direito à cidade  reforma urbana e reforma agrária  como mudança de paradigma 
Chamada  para convergência na Rio+20
Nós, organizações e redes internacionais de habitantes pela reforma urbana e pelos  direitos ao hábitat, , participaremos da Cúpula dos Povos, contra a mercantilização da vida e da natureza, em defesa dos bens comuns, que se realizará no Rio de Janeiro, Brasil, do dia 15 a 23 de junho de 2012, perante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
Fazemos este chamado para que este espaço seja um marco no processo de consolidação do diálogo e das alianças na definição de uma plataforma e um programa de ação comum entre os movimentos de habitantes do campo e da cidade, e de todas as organizações que lutam por territórios justos, democráticos e sustentáveis.
Construamos este diálogo para dar-lhe prosseguimento em novos espaços, tais como o Fórum Urbano Mundial 6,  Fórum Social Urbano 2 (Nápoles, setembro 2012)  e Fórum Social Mundial – Assembleia Mundial dos Habitantes (Tunísia, março ou abril 2013).
As cidades e o direito de resistir ao modelo neoliberal que provocou a crise
Começamos o novo milênio com a metade da população vivendo em cidades, e a taxa de urbanização continuará crescendo. As cidades são territórios potenciais de grande riqueza e diversidade económica, ambiental, política e cultural. Contudo, o modelo neoliberal, implementado praticamente em todo o mundo, concentra renda e poder nas mãos das elites; os processos de urbanização acelerada contribuem para a depredação do meio ambiente e a privatização do espaço público, causando empobrecimento, exclusão e segregação social e espacial. Este é o modelo que levou à crise financeira global que está acirrando os problemas relativos à moradia, no campo e na cidade.
A grande maioria dos habitantes das cidades sofre os ataques deste modelo e suas repetidas crises, estando privada ou limitada na satisfação de suas necessidades básicas e, portanto, tem direito e a legitimidade de resistir às violações em seus direitos económicos, sociais, culturais e ambientais.
Desde a primeira Cúpula da Terra no Rio de Janeiro (ECO 92), movimentos populares, organizações sociais, associações profissionais, fóruns e redes nacionais e internacionais da sociedade civil assumiram o desafio de construir um modelo de sociedade e de vida urbana sustentável, baseado nos princípios de solidariedade, liberdade, igualdade, dignidade e justiça social.
A Carta Mundial pelo Direito à Cidade: plataforma comum para exigirmos nossos direitos e defender os bens comuns
Um resultado desta mobilização internacional dos setores da sociedade civil a partir do Fórum Social Mundial em Porto Alegre em 2001 foi a elaboração e difusão da Carta Mundial pelo Direito à Cidade, que propõe uma plataforma por cidades justas, democráticas, mais humanas e sustentáveis.
Sabendo que a construção de uma cidade justa e igualitária é inseparável das lutas pelo pleno  usufruto social, equitativo e sustentável dos bens comuns, como a agua, a flora e a fauna, pela democratização do acesso à terra urbana e rural, pela reforma urbana y reforma agraria, pela democratização da gestão do território, pela soberania alimentar dos povos, pelas práticas agrícolas ambientalmente sustentáveis, pela garantia dos modos e meios de vidas dos agricultores e agricultoras familiares e das populações tradicionais e indígenas em todo o mundo, agora em 2012, frente aos governos, ao G20 e às instituições financeiras internacionais, com nossas lutas e nossas capacidades, voltamos a exigir as condições necessárias, em particular as políticas públicas, para a vida em harmonia, paz e felicidade em territórios justos e sustentáveis.
A partir da declaração   do Rio  aprovada pelo Fórum Urbano Mundial da ONU-Habitat em 2010, “o Direito à Cidade é  compreendido como um direito coletivo das gerações presentes e futuras para uma cidade sustentável sem discriminação de sexo, idade, raça, estado de saúde, renda, nacionalidade, origem étnica, migração, orientação política, violência sexual e religiosa, assim como a preservar usa identidade e memoria cultural”, é hora de os Estados e a sociedade civil, juntos, apresentarmos  obrigações e responsabilidades para com novos pactos sociais e territoriais fundamentados em paradigmas alternativos ao neoliberal, assumindo os seguintes compromissos:
1. O exercício pleno da cidadania. Uma cidade em que todas as pessoas (crianças, jovens, adultos, idosos, mulheres e homens, que vivem de forma permanentemente transitória nas cidades) realizam e desfrutam de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, mediante a construção de condições de bem-estar coletivo com dignidade, equidade e justiça social. Para este fim e para garantir  o direito à cidade os  seus habitantes, atores sociais e instituições devem poder exercer sua autonomia para resistir à agressividade da globalização neoliberal, sem sofrer a criminalizações de suas expressões cívicas.
2. A função social da cidade, da terra e da propriedade. Uma cidade onde seus habitantes participam para que a distribuição do território e a regulação de seu uso garantam o usufruto equitativo dos bens, serviços e oportunidades que a cidade oferece. Uma cidade em que se priorize o interesse público definido coletivamente, garantindo um uso socialmente justo e ambientalmente equilibrado do território. Portanto, devem-se gerar e implementar políticas públicas e instrumentos específicos para frear a especulação, a segregação urbana, a exclusão, os despejos e deslocamentos, e a concentração da terra urbana e rural.
3. A gestão democrática da cidade. Uma cidade onde seus habitantes participem de todos os espaços de decisão – até o mais alto nível - para a formulação e implementação das políticas públicas, assim como no planejamento, orçamento público e o controle dos processos urbanos. Trata-se de fortalecer os espaços institucionalizados de tomada de decisão e  não apenas  como os espaços consultivos  – com participação na gestão, monitoramento e avaliação das políticas públicas.
4. A produção democrática da cidade e na cidade. Uma cidade onde se resgata e se fortalece a capacidade produtiva de seus habitantes, em especial dos setores populares, fomentando e apoiando a produção social do habitat e o desenvolvimento das atividades económicas solidárias, incluindo a agricultura urbana para fortalecer a soberania alimentar. O direito a produzir a cidade e a um habitat produtivo, incluindo o direito à energia, que gerem  renda para todas e todos, que fortaleça a economia popular e não só as ganâncias quase monopólicas de uns poucos. Uma cidade aberta e alerta às necessidades dos grupos vulneráveis, das pessoas em situação de pobreza e de risco ambiental (ameaçadas e/ou vítimas de desastres ambientais gerados pelo ser humano), das pessoas ameaçadas e/ou vítimas de violência, das pessoas com deficiências , dos imigrantes e refigiados, e de todos os setores que estão marginalizados ou em desvantagem com respeito aos demais habitantes.
5. O manejo sustentável e a responsabilidade sobre os bens comuns naturais, patrimoniais e energéticos da cidade e seu entorno. Uma cidade onde seus habitantes e autoridades implementam políticas públicas para uma relação responsável dos bens comuns como a água e o meio ambiente – sem privatização -, para assegurar a vida digna das pessoas, das comunidades e povos, em igualdade de condições e sem afetar as áreas naturais de reserva ecológica; para a presente e para as futuras gerações.
6. O usufruto democrático e equitativo da cidade. Uma cidade que reconhece o direito ao acesso  à igualdade e  às oportunidades, favorecendo uma convivência social, promovendo a equidade de gênero, respeitando todas as pessoas, independentemente de sua etnia, idade, capacidades, orientação sexual e religião. Uma cidade que facilita a mobilidade de todos os seus habitantes, com tecnologia sustentável não poluidora e incentivos ao transporte público e a meios alternativos – como a bicicleta – para todas e todos. Uma cidade que inclui, na formação escolar, universitária e dos funcionários públicos responsáveis pelas políticas locais, o direito à cidade sustentável e o direito à comunicação horizontal e à informação.

Abril 2012

Subscrevem: Alianza Internacional de los Habitantes, AIH,Foro Nacional de Reforma Urbana, FNRU, Brasil
Habitat International Coalition, HIC

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Caminhada pelo fim da violência sexual contra crianças e adolescentes




Nesta sexta-feira (dia 18 de maio), com concentração a partir das 14h30, no Parque 13 de maio, será realizada a grande Caminhada Pelo Fim da Violência Sexual, promovida pela Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes do Estado de Pernambuco, dentro das ações da Campanha do 18 de maio, que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual infanto-juvenil.

O percurso da Caminhada vai passar pelas ruas Princesa Isabel e do Sol, avenidas Guararapes e Dantas Barreto, encerrando no Pátio do Carmo. Durante a caminhada, serão distribuídos panfletos informativos, chamando a atenção da população para o problema da violência sexual contra crianças e adolescentes.

Em 2012, a Campanha em Pernambuco tem como tema a responsabilização dos órgãos públicos e da sociedade no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes, considerando a necessidade de chamar atenção para as responsabilidades dos poderes públicos e da sociedade civil no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes, particularmente no Estado de Pernambuco. O slogan é “Assuma o seu papel: mais responsabilização diante desse crime”.

A campanha contará também com o seminário “Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Por que avançamos tão lentamente?”. Além disso, diversos municípios promoverão atividades relacionadas ao 18 de maio.

Este ano, considerando a proximidade da Copa de 2014 e a intensificação dos preparativos para o mega evento esportivo, a Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes do Estado de Pernambuco em parceria com a Rede Ecpat Brasil e demais instituições propõe o debate e o estímulo a reflexão sobre a Responsabilização dos órgãos públicos e da sociedade civil para prevenção e enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes.

Apesar do desenvolvimento econômico do Estado e indiscutível a fragilidade das políticas sociais e em especial das políticas de segurança e atendimento às vítimas de violência sexual.

De 2007 a 2011, a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) registrou cerca de 1.748 casos de estupro de vulneráveis (crianças e adolescentes). Se for feita uma média,  representa cerca de 349 casos a cada ano entre 2007 e 2011 (quase um caso por dia a cada ano, considerando só os notificados).

Já de acordo com o Disque 100, em 2011 tivemos cerca de 9.465 denúncias, sendo 70% de Abuso Sexual, 28% de Exploração Sexual e 2% de Pornografia Infantil.

A Campanha do 18 de maio quer chamar a atenção para:

  • INEXISTÊNCIA DE UM DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DE EXPLORAÇÃO SEXUAL NO ESTADO DE PERNAMBUCO;
  • BAIXÍSSIMA IMPLEMENTAÇÃO/EXECUÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES;
  • RECURSOS INSUFICIENTES NO ORÇAMENTO PÚBLICO DO ESTADO PARA A PREVENÇÃO E O ENFRENTAMENTO;
  • LENTIDÃO DO JUDICIÁRIO NOS CASOS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL ;
  • POUCA TIPIFICAÇÃO DOS CASOS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL NAS DELEGACIAS;
  • INEXISTÊNCIA DE UM BANCO DE DADOS SOBRE OS CASOS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES;
  • CREAS POUCO OPERANTES EM RELAÇÃO AO ENFRENTAMENTO A EXPLORAÇÃO SEXUAL.
  • POUCO ENVOLVIMENTO E COMPROMETIMENTO DA SOCIEDADE NA PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES;
  • AUSÊNCIA DE UM RELATÓRIO/PARECER DE IMPÁCTO AMBIENTAL E SOCIAL REFRENTES AS GRANDES OBRAS E MEGA EVENTOS POR PARTE DO ESTADO E COM A PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL.

Serviço
·   Grande Caminhada Pelo Fim da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
Dia: Sexta-feira, 18 de maio
Horário: Concentração a partir das 14h30
Local: Saída no Parque 13 de maio, indo até o Pátio do Carmo.



terça-feira, 15 de maio de 2012

Vídeo sobre a Casa Museu Dom Helder Camara

Sob o tema Museus em um Mundo em Transformaçãonovos desafios, novas inspirações, o Centro de Documentação Helder Camara –CeDoHC, realizou o “Vídeo visita à Casa Museu Dom Helder Camara", para que todos possam visitá-la, mesmo distantes. 
 
De 14 a 20 de maio, dentro da programação da 10ª Semana de Museus, promovida pelo Ibram/MinC, o vídeo será título do blog Memorial Dom Helder Camara (www.memorialheldercamara.blogspot.com.br). 

Não deixem de conferir esse ótimo trabalho do CeDoHC. 


Adesivagem divulga a campanha do 18 de maio





As organizações que integram a Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes estarão nesta quarta-feira (16), no horário das 7h30 às 9h da manhã, realizando em diversos pontos do grande Recife, a distribuição de adesivos da Campanha do 18 de maio, que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.

As ações de adesivagem da campanha estarão sendo realizadas simultaneamente em Olinda, na PE-15 (sinal em frente ao Terminal de Integração); e no Sinal da Rua do Sol (em frente os Correios e na outra mão, ao lado do bar Aritana). No Recife, a distribuição de adesivos acontecerá na  Restauração (Cruzamento ao lado do Colégio Americano Batista); na  Benfica (Cruzamento da Av. Caxangá com a Av. Real da Torre, esquina com o Museu da Abolição); e no Pina (Sinal próximo a Igrejinha).

Em 2012, a Campanha em Pernambuco tem como tema a responsabilização dos órgãos públicos e da sociedade no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes, considerando a necessidade de chamar atenção para as responsabilidades dos poderes públicos e da sociedade civil no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes, particularmente no Estado de Pernambuco. O slogan é Assuma o seu papel: mais responsabilização diante desse crime.

Durante todo o mês de maio, serão realizados em Pernambuco eventos e ações, para chamar a atenção do governo e da sociedade para o enfrentamento da desse tipo de violência contra crianças e adolescentes.

Além da adesivagem a campanha contará com a realização da Grande Caminhada pelo Fim da Violência Sexual, na sexta-feira (18 de maio), e do seminário Enfrentamento À Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: por que Avançamos Tão Lentamente?, marcado para o dia 24 de maio, no auditório do Bloco G2, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Além disso, diversos municípios promoverão atividades relacionadas ao 18 de maio.


Seminário em SP discutiu direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e jovens em conflito com a lei



Seminário reuniu especialistas de diversas partes do Brasil (Fotos: ECOS)

A Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) realizou no dia 11 de maio, em São Paulo, o Seminário Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos de Adolescentes e Jovens em conflito com a Lei. O advogado do Programa Direitos da Criança e do Adolescente e coordenador do projeto È de Direito, Eduardo Paysan, foi um dos expositores da mesa redonda sobre Contribuições da pesquisa Nacional Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos de Adolescentes e Jovens em Conflito com a Lei, no âmbito das atividades locais.

O evento teve como objetivo apresentar e discutir os resultados da pesquisa nacional, à luz do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), assim como promover a discussão do Documento Síntese contendo as recomendações para a implementação dos direitos sexuais e direitos reprodutivos de adolescentes e jovens em situação de conflito com a lei. 

Eduardo Paysan fez uma apresentação das ações do Projeto É de Direito, desenvolvido pelo Cendhec e Fundação Abrinq/Save The Children. Levou informações sobre o Sistema Socioeducativo em Pernambuco e os desdobramentos da pesquisa.

Eduardo Paysan apresentou o projeto É de Direito
 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Lançada em Pernambuco a Campanha do 18 de maio

Coletiva foi realizada na sede do CEDCA-PE (Foto: Eliane Mamede)

A Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes do Estado de Pernambuco lançou nesta quarta-feira (9) a Campanha do 18 de maio em Pernambuco. Participaram do lançamento representantes da coordenação da Rede de Combate, Ecpat Brasil e Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-PE).

Em 2012, a Campanha em Pernambuco tem como tema a responsabilização dos órgãos públicos e da sociedade no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes, considerando a necessidade de chamar atenção para as responsabilidades dos poderes públicos e da sociedade civil no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes, particularmente no Estado de Pernambuco. O slogan é “Assuma o seu papel: mais responsabilização diante desse crime”.

Pernambuco vem apresentando um crescimento significativo nos registros de crimes sexuais contra o público infanto-juvenil. Os dados mostram o aumento do número de crimes praticados contra crianças e adolescentes. De 2007 a 2011, a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) registrou cerca de 1.748 casos de estupro de vulneráveis (crianças e adolescentes). Se for feita uma média,  representa cerca de 349 casos a cada ano entre 2007 e 2011 (quase um caso por dia a cada ano, considerando só os notificados).

Já de acordo com o Disque 100, em 2011 tivemos cerca de 9.465 denúncias, sendo 70% de Abuso Sexual, 28% de Exploração Sexual e 2% de Pornografia Infantil.

A Campanha do 18 de maio quer chamar a atenção para:

  • INEXISTÊNCIA DE UM DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DE EXPLORAÇÃO SEXUAL NO ESTADO DE PERNAMBUCO;
  • BAIXÍSSIMA IMPLEMENTAÇÃO/EXECUÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES;
  • RECURSOS INSUFICIENTES NO ORÇAMENTO PÚBLICO DO ESTADO PARA A PREVENÇÃO E O ENFRENTAMENTO;
  • LENTIDÃO DO JUDICIÁRIO NOS CASOS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL ;
  • POUCA TIPIFICAÇÃO DOS CASOS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL NAS DELEGACIAS;
  • INEXISTÊNCIA DE UM BANCO DE DADOS SOBRE OS CASOS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES;
  • CREAS POUCO OPERANTES EM RELAÇÃO AO ENFRENTAMENTO A EXPLORAÇÃO SEXUAL.
  • POUCO ENVOLVIMENTO E COMPROMETIMENTO DA SOCIEDADE NA PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES;
  • AUSÊNCIA DE UM RELATÓRIO/PARECER DE IMPÁCTO AMBIENTAL E SOCIAL REFRENTES AS GRANDES OBRAS E MEGA EVENTOS POR PARTE DO ESTADO E COM A PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL.


Arte da Campanha do 18 de maio em Pernambuco
A campanha contará com a realização de adesivagem, a Grande Caminhada pelo Fim da Violência Sexual e o seminário Enfrentamento À Exploração Sexual De Crianças E Adolescentes, Por Que Avançamos Tão Lentamente?”. Além disso, diversos municípios promoverão atividades relacionadas ao 18 de maio. Confira a programação de atividades organizada pela Rede:

16 de maio - Quarta-feira
Adesivagem em Diversos Sinais de Trânsito do Grande Recife
Horário: A partir das 7h
Locais: Sinal da PE-15; Sinal da Rua do Sol; Sinal próximo ao Cruzamento do Hospital da Restauração; Sinal da Av. Caxangá com Rua Benfica e Sinal do Pina.

18 de maio  - Sexta-feira
Grande Caminhada Pelo Fim da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
Horário: Concentração a partir das 14h30
Local: Saída no Parque 13 de maio, indo até o Pátio do Carmo.

24 de maio - Quinta-feira
Seminário Estadual Enfrentamento À Exploração Sexual De Crianças E Adolescentes, Por Que Avançamos Tão Lentamente?”.
Horário: A partir das 8h
Local: Auditório do Bloco G2 - Universidade Católica de Pernambuco.