sexta-feira, 8 de julho de 2016

Sociedade Civil do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco – CEDECA/PE lança nota sobre o desmonte da Política de Assistência Social no Estado e cobra plano ao Governo para suporte aos mais de 60 municípios que dependem exclusivamente dos serviços para atendimento às pessoas vítimas de violações de direitos, especialmente crianças e adolescentes.


NOTA PÚBLICA DA SOCIEDADE CIVIL DO CEDCA/PE
“Repúdio ao Desmonte da Política de Assistência Social no Estado de Pernambuco”

                A representação da Sociedade Civil no Conselho Estadual de Defesa dos  Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco– CEDECA/PE, órgão deliberativo, que tem como competência, conforme exposto no artigo 1º, inciso I, da Lei nº 10.486 de 17 de setembro de 1990, “Formular a política de atendimento à criança e ao adolescente, coordenar, controlar e fiscalizar a sua execução” vem a público denunciar e manifestar seu repudio ao desmonte da política de assistência social no estado de Pernambuco.
                 A Assistência Social é reconhecida como política pública pela Constituição Federal, sendo direito do cidadão e dever do estado, destinada a toda e qualquer pessoa que dela necessita ou vier a necessitar. No entanto nos últimos anos o Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, vem realizando um verdadeiro desmonte na Gestão Estadual da Política (Estadual) da Assistência Social ao tempo em que não cumpri os marcos legais da Assistência Social (Lei Federal 8.742/93 – Lei Orgânica da Assistência Social; NOB-SUAS/2012; Resoluções dos Conselhos de Assistência Social e Pactuações das Comissões Intergestores Tripartite e Bipartite/PE). Sabendo de que com o principio constitucional da descentralização politico-administrativa estas ações prejudicam diretamente os Serviços e Benefícios ofertados aos/as usuários/as desta política.
                A Comissão Intergestores Bipartite da Assistência Social de Pernambuco (CIB/PE) pactuou novo modelo de regionalização para os Equipamentos da Proteção Social Especial de Média Complexidade – CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), como também cofinanciamento para implantação dos equipamentos na maioria dos municípios de pequeno porte I que não possuem o equipamento.
Contudo, em junho/16, a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude de Pernambuco, fechou abruptamente 13 unidades de CREAS regionais sem, cumprir pactuação da CIB e deliberação do CEAS/PE (Conselho Estadual de Assistência Social de Pernambuco), que deveria a partir da implantação dos CREAS municipais e permanecer com 03 equipamentos regionalizados. Como também sem apresentar qualquer plano alternativo que desse suporte a mais de 60 municípios que depende exclusivamente desses serviços para atendimento de pessoas vítimas de violências, dentre sua maior demanda crianças e adolescentes.
                Vale destacar as notícias na mídia estadual que veicularam reportagens onde noticiavam que as Unidades de Acolhimento Institucional para crianças e adolescentes em medidas protetivas, mantidas pelo governo do Estado sob a responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, estavam faltando alimento para as crianças e atendiam de forma bastante precarizada, um total desrespeito a atenção prioritária a crianças e adolescentes.
                Somando a esses fatos, o não repasse por parte do Governo do Estado ao Fundo Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente-FEDCA, como também ao Fundo Estadual de Assistência Social-FEAS, tem prejudicado dezenas de municípios que foram obrigados a paralisar a execução de diversos equipamentos e serviços da assistência social, dentre eles CRAS, CREAS, Centros de Juventude, Centros de Convivência, dentre outros, inclusive os que ofertam medidas socioeducativas em meio aberto, sendo um caminho de atendimento para a qualificação do processo de ressocialização dos adolescentes em conflito com a lei e medidas protetivas de acolhimento institucional.
                Sendo assim, as instituições que compõe a Sociedade Civil do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco (CEDCA/PE) vem externar sua indignação e cobrar um posicionamento do Governador do Estado Paulo Câmara para o cumprimento da lei e o restabelecimento da política de assistência social no estado.
Recife, 08/07/2016
Centro Diocesano de Apoio ao Pequeno Produtor CEDAPP – Pesqueira
Associação de Desenvolvimento de Assistência Social de Itaquitinga – Itaquitinga
Gabinete de Assessoria Jurídica ás Organizações Populares – GAJOP – Recife
Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social – CENDHEC
Inspetoria Salesiana do Nordeste – Recife
Centro de Integração Empresa Escola de Pernambuco – CIEE – Recife
Associação de Karate Goju Tyu de Pernambuco – AKGP - Exu


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Após quase 25 anos, PMs vão à júri popular pela tentativa de homicídio de adolescente

Após quase 25 anos, irão à júri popular, no próximo dia 02 de março, os outros dois policiais militares dos quatro acusados de tentativa de homicídios duplamento qualificado contra adolescente, na época com 14 anos de idade.
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, no dia 28 de dezembro de 1991, a vítima, após ser torturada, foi atingida por diversos disparos de arma de fogo próximo ao Aeroporto dos Guararapes, tendo os policiais se retirado do local. Entretanto, retornaram e verificaram que ela ainda estava viva, momento em que o levaram para a Muribeca e efetuaram mais quatro disparos de arma de fogo. A vítima foi socorrida no dia seguinte por dois rapazes e em seguida uma outra viatura policial ajudou a levar ao hospital, tendo ficado paraplégica.
O caso foi encaminhado para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, sendo o Estado brasileiro condenado tendo em vista a gravidade das violações.
Em 07/06/2011, um dos policiais foi submetido a julgamento e condenado à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão. Outra acusado faleceu antes de ir a julgamento.
O Cendhec acompanha o caso desde o início, atuando como assistente de acusação da promotoria de justiça.
Outras notícias:
http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/57163-tribunal-do-juri-condena-reu-do-caso-edson-damiao-apos-20-anos

http://www.portalodia.com/noticias/brasil/crime-vai-a-juri-popular-depois-de-20-anos-apos-inclusao-no-justica-plena-111465.html

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/3978/Justi%C3%A7a-a-passos-de-tartaruga.htm

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Recife recebe I Seminário Internacional de Organização Popular

Entre os dias 04 e 07 de agosto a comunidade Ilha de Deus estará recebendo o I Seminário Internacional de Organização Popular: Pensando Resistências, Construindo Territórios.  Para a participação do evento basta ser lideranças comunitárias e moradores/moradoras das comunidades em geral. As inscrições serão realizadas no primeiro dia (04), no local. A programação dará início no dia 04 de agosto, às 18h e nos dias seguintes a partir das 9h.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mais um julgamento referente aos adolescentes torturados e mortos no carnaval de 2006

Após nove anos do caso dos 17 adolescentes que foram obrigados a pularem no Rio Capibaribe, provocando a morte de dois por afogamento, um tenente Polícia Militar de Pernambuco, envolvido no caso, foi a júri popular nos dias 14 e 15 de julho, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano.

O acusado comandava um grupo de policiais militares no dia do acontecimento. Por esta razão, ele foi levado a julgamento por ser um dos motivadores do caso. Na ocasião, ele foi condenado a 150 anos de reclusão, mas irá recorrer em liberdade.

Esse é mais um capítulo da luta contra a violência que tem como vítimas crianças e adolescentes. Neste caso emblemático, contra àqueles que se utilizam do aparato do Estado para praticar a violência, mais especificamente adolescentes e jovens da periferia.

Imagem: Wagner Moura/DP


O caso

Foi no carnaval de 2006 que 17 adolescentes foram torturados por policiais militares do Estado de Pernambuco. Eles estavam próximo ao Cais de Santa Rita seguindo para o Marco Zero, onde assistiriam a um show. Logo após foram abordados pelos PMs, em seguida colocados nas viaturas. Os policiais seguiram com os adolescentes até a Ponte Joaquim Cardoso, lá foram torturados e obrigados a pularem no Rio Capibaribe, colocando todos em situação de risco, vindo a ocasionar o afogamento e morte de dois adolescentes que não sabiam nadar.

Durante o caso, o Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec) esteve atuando no processo representando as famílias das vítimas como assistente de acusação do Ministério Público de Pernambuco (MP/PE)



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Sensibilização na Estação Central do Recife para o Dia Nacional Contra o Trabalho Infantil



Para marcar o Dia Nacional Contra o Trabalho Infantil, o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Pernambuco (FEPETIPE), realiza nesta sexta-feira, dia 12 de junho, uma sensibilização na Estação Central do Recife. A expectativa é sensibilizar e conscientizar um grande número de pessoas para chamar a atenção para essa grave violação de direitos da criança e do adolescente, que atinge mais de 3,1 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados recentemente na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE).

O FEPETIPE em parceria com o Cendhec, estará realizando uma sensibilização na Estação Central do Recife, onde milhares de pessoas passam pelo local todos os dias, com o objetivo de conclamar esse público e órgãos de defesa de direitos a abrir os olhos para a causa do trabalho infantil em Pernambuco, pois muitas vezes esse tipo de trabalho se dá de forma silenciosa e naturalizada. Além de conscientizar que não comprem produtos comercializados por crianças e adolescentes e que denuncie seus aliciadores/as aos órgãos competentes para que seja erradicada essa prática de exploração do trabalho infantil.


O que? Sensibilização contra o Trabalho Infantil
Dia: Sexta-feira, 12 de junho.
Horário: A partir das 9h.
Local: Estação Central do Recife – Rua Floriano Peixoto, S/N – Recife


Cendhec lança campanha contra o trabalho infantil “Comércio que custa uma Infância”

Coletiva de imprensa lança campanha “Comércio que custa uma Infância”



Na manhã de hoje, 11 de junho, o Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec) e o Fórum Estadual de Erradicação e Prevenção do Trabalho Infantil em Pernambuco (FEPETIPE) realizou hoje a Campanha “Comércio que Custa uma Infância”.

Através de uma coletiva de imprensa realizada no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco (CEDCA/PE) foi lançada a campanha contra o trabalho infantil. A campanha vem no formato de seriado, onde vai tratar a comercializações de produtos realizados por crianças e adolescentes nos sinais de trânsito, praias, feiras livres e eventos culturais.


Todos os dias milhares de crianças e adolescentes são encontrados trabalhando em diversos locais em Pernambuco. Geralmente motivados pela necessidade de complementar a renda familiar. Essa situação revela uma lacuna na garantia do acesso ao emprego, a uma renda digna aos pais e mães dessas crianças e adolescentes. 

Em decorrência desses cenários, as crianças e adolescentes não conseguem estudar com possibilidades de sucesso escolar e consequentemente de concluir seus estudos de forma digna, deixam de viver sua infância, não tendo acesso ao direito de brincar, a convivência familiar e comunitária.

Diante disso, os representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT/PE), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/PE), o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA/PE), o Fórum Estadual de Erradicação e Prevenção do Trabalho Infantil em Pernambuco (FEPETIPE), entre outros, estiveram na coletiva para discussão da realidade que essas crianças e adolescentes estão vivendo.

Segundo a auditora fiscal do SRTE/PE, Paula Neves o foco no trabalho do comércio ambulante informal, entre crianças e adolescentes, é bastante elevado na Região Metropolitana do Recife (RMR) e nos interiores. Com isso, se faz necessário uma campanha onde possa conscientizar a população sobre o assunto.

O objetivo da campanha é sensibilizar e conscientizar a população, em geral, para que não comprem produtos comercializados por crianças e adolescentes e que denuncie seus aliciadores/as aos órgãos competentes para que seja erradicada essa prática de exploração do trabalho infantil.

“Nossa intenção é fechar parcerias com as secretarias municipais e estaduais para aderir à campanha, e juntos, erradicar o trabalho infantil”, afirmou o coordenador do Cendhec, Ricardo Oliveira.




Dados do Trabalho Infantil

O Brasil ainda possui meio milhão de crianças e adolescentes trabalhando na faixa etária de 5 a 13 anos; sendo 61 mil de 5 a 9 anos e 446 mil de 10 a 13 anos e de 2,6 milhões de adolescentes trabalhando na faixa de 14 a 17, de acordo com os dados da PNAD/IBGE de 2013, que totalizam 3,2 milhões de crianças e adolescentes trabalhado no Brasil, que se configura como um número muito elevado.

Segundo dados da PNAD, de 2011 a 2013, o trabalho infantil cresceu 20% em Pernambuco. A Pesquisa divulgada pelo IBGE, em 2014, apontou, nesse período, um aumento de 25 mil crianças e adolescentes em situação de trabalho, totalizando 146 mil vítimas do trabalho infantil em todo o estado.

Os resultados do IBGE mostram, ainda, que esse aumento ocorreu tanto em números absolutos como relativos. Em Pernambuco, a taxa de ocupação, na faixa etária de 5 a 17 anos, passou de 5,7%, em 2011, para 7,3%, em 2013, denotando um real agravamento dessa violação à infância e adolescência.




quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cendhec e Fepetipe lançam Campanha contra o Trabalho Infantil


O Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec) e o Fórum Estadual de Erradicação e Prevenção do Trabalho Infantil em Pernambuco (FEPETIPE) realizam nesta quinta-feira, 11 de maio, a partir das 9h30 da manhã, no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco (CEDCA) uma COLETIVA DE IMPRENSA que marca o lançamento, em Pernambuco, da Campanha “Comércio que Custa uma Infância”.

Todos os dias milhares de crianças e adolescentes são encontrados trabalhando em diversos locais em Pernambuco. Geralmente motivados pela necessidade de complementar a renda familiar. Essa situação revela uma lacuna na garantia do acesso ao emprego, a uma renda digna aos pais e mães dessas crianças e adolescentes. 

Em decorrência desses cenários, as crianças e adolescentes não conseguem estudar com possibilidades de sucesso escolar e consequentemente de concluir seus estudos de forma digna, deixam de viver sua infância, não tendo acesso ao direito de brincar, a convivência familiar e comunitária.

Diante disso, o Cendhec, com o apoio do FEPETIPE, lança a campanha em formato de seriado, onde vai tratar a comercializações de produtos realizados por crianças e adolescentes nos sinais de trânsito, praias, feiras livres e eventos culturais.

O objetivo da campanha é sensibilizar e conscientizar a população, em geral, para que não comprem produtos comercializados por crianças e adolescentes e que denuncie seus aliciadores/as aos órgãos competentes para que seja erradicada essa prática de exploração do trabalho infantil.

No lançamento, o Cendhec estará apresentando as peças publicitárias especialmente produzidas para a campanha e o FEPETIPE informará sobre a Programação das atividades que serão realizadas sobre a temática no mês de junho de 2015.

No local, estarão presentes representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT/PE), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/PE), o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA/PE), o Fórum Estadual de Erradicação e Prevenção do Trabalho Infantil em Pernambuco (FEPETIPE), entre outros, que apresentarão dados e informações sobre a situação do Trabalho Infantil em Pernambuco.

Dados do Trabalho Infantil

O Brasil ainda possui meio milhão de crianças e adolescentes trabalhando na faixa etária de 5 a 13 anos; sendo 61 mil de 5 a 9 anos e 446 mil de 10 a 13 anos e de 2,6 milhões de adolescentes trabalhando na faixa de 14 a 17, de acordo com os dados da PNAD/IBGE de 2013, que totalizam 3,2 milhões de crianças e adolescentes trabalhado no Brasil, que se configura como um número muito elevado.


Serviço:

Evento: Coletiva de Imprensa – Lançamento da Campanha “Comércio que Custa uma Infância”
Data: Quinta-feira, 11 de junho
Horário: 9h30
Local: Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco (CEDCA-PE), que fica na Rua Correia de Araújo, nº 93, Graças, Recife/PE.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cendhec participa do julgamento referente aos adolescentes torturados e mortos no carnaval de 2006

Após nove anos, quatros dos oitos PMs acusados de obrigar 17 adolescentes a pularem   no Rio Capibaribe, provocando a morte de dois por afogamento, estão sendo julgados no Fórum Rodolfo Aureliano, localizado no bairro de João Bezerra. O julgamento deu início na manhã do dia 20 de maio e teve seu término no dia seguinte, 21 de maio, com a decisão do júri popular.

Foi no carnaval de 2006 que 17 adolescentes foram torturados por policiais militares do Estado de Pernambuco. Eles estavam próximo ao Cais de     Santa Rita seguindo para o Marco Zero, onde assistiriam a um show. Logo após foram abordados pelos PMs, em seguida colocados nas viaturas. Os policiais seguiram com os adolescentes até a Ponte Joaquim Cardoso, lá foram torturados e obrigados a pularem no Rio Capibaribe, colocando todos em situação de risco, vindo a ocasionar o afogamento e morte de dois adolescentes que não sabiam nadar.

Imagem: Diário de Pernambuco


Durante o caso, o Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec) esteve atuando no processo  representando as famílias das vítimas como assistente de acusação do Ministério Público de Pernambuco (MP/PE), o Cendhec se faz presente no julgamento dos quatro acusados. Os outros quatros PMs, que constam como agressores, irão a julgamento em data posterior.

sábado, 16 de maio de 2015

Rede de Enfrentamento realiza caminhada da Campanha 18 de Maio

Com o tema “Tráfico de Crianças e Adolescentes pra fins de exploração sexual: conhecer para proteger”, a Rede de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes realizará, na segunda-feira, dia 18 de maio, uma caminhada com o objetivo de chamar a atenção da população para um crime grave, porém pouco conhecido e notificado: o tráfico para fins de exploração sexual.

O crime, que é o tema deste ano da Campanha do dia 18 de maio (Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes) em Pernambuco, não tem muita notificação, porém acontece principalmente nas festas comemorativas, como carnaval e São João.


Caminhada da Rede de Enfrentamento
Data: 18 de maio de 2015.
Concentração: 14h
Local: Praça Oswaldo Cruz
Roteiro: Praça Oswaldo Cruz, Av. Conde da Boa Vista, Av. Guararapes e Praça Nossa Senhora do Carmo.



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Frente Ampla fecha apoio com a Arquidiocese de Olinda e Recife

A Frente Ampla Pernambuco contra a Redução da Maioridade Penal reuniu- se nesta terça-feira, 12 de maio, com a Arquidiocese de Olinda e Recife para discutir sobre a temática da redução da maioridade penal. Realizado na sede da Arquidiocese, a conversa aconteceu com o arcebispo, Fernando Saburido e os representantes que compõem a Frente Ampla, incluindo o Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec).

Com o propósito de conscientizar a sociedade sobre a questão da redução da maioridade penal, a Frente convidou a igreja católica para ajudar nesta luta. Na conversa, Dom Fernando fechou parceria e informou que as igrejas de Olinda e Recife estarão distribuindo, no próximo dia 19 de maio, panfletos de conscientização para todos os seus fiéis.

 A Frente destacou, no momento, que a redução não é a solução para a criminalidade no país, e mostrou a importância de toda sociedade na discussão da questão.  “Adolescentes são pessoas em fase de desenvolvimento e precisam de atenção, para tanto, principalmente os envolvidos com prática de ato infracional chegaram a este ponto porque família, sociedade e Estado falharam antes”, diz nota elaborada por membros.




 Foto: Mariama Oliveira

  Foto: Mariama Oliveira

 Foto: Mariama Oliveira

  Foto: Mariama Oliveira

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Arquidiocese de Olinda e Recife recebe Frente contra a redução da maioridade



A arquidiocese de Olinda e Recife receberá, às 11h do dia 12 de maio de 2015 a Frente Ampla Pernambuco Contra a Redução da Maioridade Penal, na sede da arquidiocese, localizada na Av. Rui Barbosa, 409, Graças.

Na ocasião, a Frente será recebida pelo Arcebispo, Dom Fernando Saburido, e falará sobre a importância do envolvimento de todos os segmentos da sociedade na luta contra a redução da maioridade penal, solicitando o apoio deste na mobilização e conscientização da população sobre a questão da redução da maioridade penal.
           
É importante que todos os segmentos da sociedade estejam envolvidos com esta questão, visto que reduzir a maioridade não quer dizer reduzir a violência. Adolescentes são pessoas em fase de desenvolvimento e precisam de atenção, para tanto, principalmente os envolvidos com prática de ato infracional chegaram a este ponto porque família, sociedade e Estado falharam antes.
            
Eles já são devidamente responsabilizados pelo ato infracional cometido, respondendo através das medidas socioeducativas previstas no art. 112 do ECA - internação, semiliberdade, liberdade assistida e prestação de serviço à comunidade - podendo ficar mais de seis anos em cumprimento de medida.

Tramitação

No exame da admissibilidade, a CCJ analisa apenas a constitucionalidade, a legalidade e a técnica legislativa da PEC. Agora, a Câmara criará uma comissão especial para examinar o conteúdo da proposta, juntamente com 46 emendas apresentadas nos últimos 22 anos, desde que a proposta original passou a tramitar na Casa.

A comissão especial terá o prazo de 40 sessões do Plenário para dar seu parecer. Depois, a PEC deverá ser votada pelo Plenário da Câmara em dois turnos. Para ser aprovada, precisa de pelo menos 308 votos (3/5 dos deputados) em cada uma das votações.

Depois de aprovada na Câmara, a PEC seguirá para o Senado, onde será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e depois pelo Plenário, onde precisa ser votada novamente em dois turnos.

Se o Senado aprovar o texto como o recebeu da Câmara, a emenda é promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado. Se o texto for alterado, volta para a Câmara, para ser votado novamente.



sexta-feira, 10 de abril de 2015

Ato contra a redução da maioridade penal

Hoje, dia 10 de abril, é o dia Nacional de Luta Contra a Redução da Maioridade Penal no Brasil. Com isso, será realizado um ato público contra a redução da maioridade penal.

O ato está sendo organizado pela Frente Ampla de Mobilização Contra a Redução da Maioridade Penal, composta por instituições sociais, movimentos sociais e sociedade civil que são contrárias à redução da maioridade penal. A frente foi formada no dia 31 de março, em reunião no CEDCA-PE, dia em que foi analisada e votada, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, constitucionalidade, a legalidade e a técnica legislativa da PEC 171/93.

A caminhada, cuja concentração será às 15h, no Parque 13 de maio, com saída às 16h, terá o seguinte percurso: Rua do hospício / Av. Conde da Boa Vista / Av.Guararapes e Praça do Diário.




quarta-feira, 8 de abril de 2015

Comitê Popular da Copa Pernambuco lança a publicação “Das violações às Resistências: A atuação do Comitê Popular da Copa PE


“A luta dos movimentos e organizações sociais no Brasil garantiu um conjunto de avanços e conquistas no campo do direito à cidade. Todavia, com as investidas do neoliberalismo no país, as cidades passaram a ser objeto central do capital. O modelo privatista, baseado no poder hegemônico, reacionário, conservador e dominante da economia, fez das cidades o lugar por excelência das grandes corporações e do capital imobiliário, segregando a população, sobretudo, os grupos mais vulneráveis, e aumentando as desigualdades”.


Diante desse cenário, o Comitê Popular da Copa Pernambuco elaborou a publicação “Das violações às Resistências: A atuação do Comitê Popular da Copa PE. 



A mesma é resultado da atuação do Comitê no enfrentamento aos modelos de mercantilização das cidades, em especial os impactos da Copa do Mundo em Pernambuco no caso do Loteamento São Francisco e a situação das famílias; as iniciativas do Comitê no contexto das lutas pelo direito à cidade; e suas perspectivas de continuidade de luta no cenário de conflitos urbanos.



Abaixo segue a publicação:



                   

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Cendhec se alegra


É com imensa alegria que o Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec), em seus 25 anos de fundação, recebe a notícia da abertura no processo de beatificação de Dom Helder Camara, que teve fundamental importância na luta dos Direitos Humanos, e, sobretudo, na criação do Cendhec.

O Cendhec lembra de forma muito presente a influência de Dom Helder em sua atuação enquanto instituição de defesa de Direitos Humanos. Ele que sempre foi um protagonista nas lutas sociais, buscando cotidianamente o acesso à Justiça Social, a partir da garantia do direito à educação, à saúde, à habitação, entre outros direitos.

É importante lembrar que Dom Helder na criação da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife afirmou:

 “Minhas palavras adquirirão ressonância dramática quando, hoje e aqui, começarem a repercutir, nesta sala, vozes que clamam por justiça em termos de bradar aos céus”.

Os membros da Comissão que ali estavam com ele e os professores e alunos do Instituto de Teologia do Recife (ITER), foram os mesmos que estavam reunidos no dia 02 de novembro de 1989, instituindo o Cendhec. E a partir desta data, com a benção de Dom Helder, a recém criada instituição deu continuidade as lutas sociais e seus ensinamentos.

Com tantas coisas em comum deixamos aqui nossa eterna admiração pelo Dom e a imensa alegria ao presenciar esse momento de extrema importância por sua possível beatificação. O Cendhec acredita que com a vivência dessa etapa vai reafirmar sua defesa pelos Direitos Humanos.

Que as nossas pegadas se tornem as marcas de sua passagem.


Coordenação Executiva do Cendhec

terça-feira, 31 de março de 2015

Fórum DCA do Recife convida todas e todos para Reunião de Mobilização para o dia 10 de abril

Hoje, dia 31 de março, a partir das 14h haverá uma reunião de mobilização para o dia 10 de abril - Dia Nacional Contra a Redução da Maioridade Penal. A mesma acontecerá no Conselho Estadual de Direitos da Criança e Adolescente (CEDCA/PE).

Considerando o cenário referente a temática da Redução da Maioridade Penal, o Fórum de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes do Recife (Fórum DCA do Recife) acha necessário uma articulação maior na luta na defesa radical dos Direitos das Crianças e Adolescentes do Estado de Pernambuco. 

Com isso, o Fórum DCA do Recife, convida o Fórum Estadual de DCA, o FEPETIPE, a Rede de Enfrentamento, as Associações de Conselheiros Tutelares, Movimento Nacional de Direitos Humanos – PE, Conselhos Estadual e Municipal de Direitos Humanos, Observatório de Direitos Humanos, Comitê de Direitos Humanos, Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente e o CEDCA a compor uma Frente Ampla de Mobilização contra a Redução da Maioridade Penal.


quinta-feira, 26 de março de 2015

ONGs promovem workshop sobre regularização fundiária para magistrados do judiciário



Com o tema "A atuação do judiciário e do ministério público na regularização das ZEIS" o Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec) e a Habitat para a Humanidade Brasil (HPH Brasil) estarão realizando um workshop sobre regularização fundiária para magistrados do judiciário. O evento acontece entre os dias 26 e 27 de março, no Fórum Rodolfo Aureliano, e tem como parceria com a Associação dos Magistrados do Estado de Pernambuco (AMEPE), a Procuradoria Cível do Ministério Público de Pernambuco e Escola Judicial do TJPE.

Conduzindo duas oficinas do workshop, os representantes de ambas as organizações realizarão painéis e debates dentro da temática da posse segura da terra. O evento conta, ainda, com exposição dos desembargadores Jones Figueiredo Alves e José Fernandes Lemos (TJPE).

As Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) são áreas demarcadas no território de uma cidade para assentamentos habitacionais de população de baixa renda. A proposta nasceu em Recife na década de 80 visando flexibilizar normas e padrões urbanísticos para, através de um plano específico de urbanização, regularizar o assentamento e garantir o acesso à posse segura da terra. Em 2001, a iniciativa foi incorporada ao Estatuto das Cidades, tornando-se um importante instrumento urbanístico para as cidades brasileiras.  Contudo, as famílias que vivem em ZEIS precisam passar por processos judiciais para garantir a posse da terra e, muitas vezes, estes processos duram mais de dez anos. Algumas ações em trâmite no judiciário pernambucano chegam a datar de 1996, ainda sem solução.


“Com esta oficina, esperamos sensibilizar os magistrados para que deem prioridade a esses processos que envolvem comunidades carentes do Recife”, diz Ronaldo Coelho, assessor jurídico da Habitat Brasil, organização cujo foco é o direito à moradia. “O poder judiciário tem um importante papel na garantia do direito à moradia das áreas ZEIS. Essa oficina é um momento para dialogar com o Ministério Público sobre essa questão”, complementa Alexandre Pachêco, advogado do Cendhec. 

Além do judiciário, o evento contará com presença de representantes de comunidades envolvidas nas ações de regularização fundiária, representantes do PREZEIS e movimentos populares.  

Programação

Quinta-feira (26 de Março)

09h00 – Abertura
AMEPE – Exmo. Sr. Dr. Desembargador Antenor Cardoso
Escola Judicial do TJPE – Exmo. Sr. Dr. Desembargador Ricardo Paes Barreto
Ministério Público – Exmo. Sr. Dr. Procurador Francisco Sales de Albuquerque
HPH Brasil – Dr. Ronaldo Coelho

09h30 – Painel: Estudo de caso sobre situação de ações de usucapião no Recife.
Cendhec - Dr. Alexandre Pachêco

10h20 – Exposição dos Exmos. Desembargadores do TJPE Jones Figueiredo Alves e José Fernandes Lemos.
10h50 – Debates abertos ao público
12h00 – Encerramento do primeiro dia.

Sexta-feira (27 de Março)

09h00 – Apresentação de propostas de procedimento para as ações de usucapião.
10h20 – Debates e contribuições dos participantes
12h00 – Encerramento